Peguei aquele mesmo Livro
Onde a pouco eu me debruçava
Sob o seu discurso simples,
Achando ser minha a história ali contada [não era!
Sou mais do que esse discurso diz!
E me sinto mais piegas escrevendo, desta maneira,
Nessas linhas tortas, dessa página em branco.
Hoje eu li a última página,
Do último conto do Livro,
Que, por hora, era envolvente.
Mas que me fez refletir
Se o seu enredo deveria ser o meu.
Sendo eu o fruto do acaso,
Resolvi não pensar demais...
Após concluir o livro,
Mesmo sendo esse cheio de contos e histórias,
Me senti disposta a seguir para um Outro.
Um que, desta vez, tenha uma escrita que me mantenha presa.
Que eu leia página por página, atentamente,
Jamais esperando o seu fim...
Mas somente um novo capítulo a cada folhear!
O blog é composto por poemas de minha autoria, exceto o "In Par" pertencente a Raísa Andrade, a minha "menina bonita do pé amarelo", do blog "Deusa Menina"(http://deusamenina.blogspot.com). Aqui é tematizada a vida em versos, abrangendo o indivíduo como um todo; seus problemas pessoais, questionamentos da "existência" e da própria poesia.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Caqui
Ele é redondo, rechonchudo, vermelho e macio...
Quando os meus lábios nele tocam,
Sua pele sua
E molha a boca minha.
Que se delicia a cada mordida.
São apenas pedaços da doce fruta.
Quando os meus lábios nele tocam,
Sua pele sua
E molha a boca minha.
Que se delicia a cada mordida.
São apenas pedaços da doce fruta.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
A Garota que Escutava Blues e Rock Inglês
Escrevo nesse caderno de folhas pautadas
Mais uma página dessa história estranha,
Onde a garota que reservava horas do seu dia
[com mais de 24h]
Para escutar as mais belas histórias
Detalhadas nos acordes e claves das músicas que ouvia
Tenta recriar o seu futuro
Cantando as músicas do passado.
Mais uma página dessa história estranha,
Onde a garota que reservava horas do seu dia
[com mais de 24h]
Para escutar as mais belas histórias
Detalhadas nos acordes e claves das músicas que ouvia
Tenta recriar o seu futuro
Cantando as músicas do passado.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Cadeado sem Fechadura
Peguei o livro e comecei a ler.
A cada virada de página
Eu me debruçava sob mais uma parte de mim
Sendo contada nas entrelinhas
Daquele discurso simples.
Eu me senti como naquela noite
Em que perdi a chave do seu cadeado sem fechadura.
Ou, simplesmente, essa chave jamais me pertenceu
E eu achava que era minha.
Naquele instante te vi cada vez mais distante
E sob o seu olhar, a chave se perdeu.
A cada virada de página
Eu me debruçava sob mais uma parte de mim
Sendo contada nas entrelinhas
Daquele discurso simples.
Eu me senti como naquela noite
Em que perdi a chave do seu cadeado sem fechadura.
Ou, simplesmente, essa chave jamais me pertenceu
E eu achava que era minha.
Naquele instante te vi cada vez mais distante
E sob o seu olhar, a chave se perdeu.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Trem das Sete Horas
Meu coração hoje acordou bem cedo
Não quis perder o trem das 7 horas
Agora estou vagando sem saber onde e o porquê
Sem saber o que é amar e o que é o sentir
Meu coração saiu por aí
Não quis perder o trem das 7 horas
Agora estou vagando sem saber onde e o porquê
Sem saber o que é amar e o que é o sentir
Meu coração saiu por aí
domingo, 7 de abril de 2013
Somos Instantes
Há um tempo atrás escrevi um poema.
Não busquei rimas,
Muito menos, aquelas métricas antiquadas
De um texto rebuscado.
Deixei em simples estrofes
Aquilo que venho sentindo.
Porém o tempo foi me mostrando
Que tudo não se passou de um instante.
Da primeira vez que te vi, senti que te queria.
Mas hoje prefiro caminhar em outra direção.
Faltou apenas me convencer disso e
Meu coração turrão não consegue aceitar essa decisão.
Não busquei rimas,
Muito menos, aquelas métricas antiquadas
De um texto rebuscado.
Deixei em simples estrofes
Aquilo que venho sentindo.
Porém o tempo foi me mostrando
Que tudo não se passou de um instante.
Da primeira vez que te vi, senti que te queria.
Mas hoje prefiro caminhar em outra direção.
Faltou apenas me convencer disso e
Meu coração turrão não consegue aceitar essa decisão.
domingo, 31 de março de 2013
O Som do Rádio
O Som do Rádio parou na nossa música.
Aquela música melodramática
A qual eu ficava horas ouvindo
E lembrando os bons momentos
Que a gente (nunca) teve.
Você e as nossas lembranças
Fizeram parte do meu imaginário particular.
Nunca soube, ao certo, qual direção eu deveria seguir,
Quando topei essa "parada".
Na verdade, você sempre foi a minha utopia.
Quando penso em você,
Não consigo por os pés no chão.
E imagino (quase sempre) como seria se eu tivesse tentado.
Ainda restava pilha no radinho,
Mas parou exatamente naquela música.
Tentei dar corda, mas a manivela já não existia:
Era um simples toca-fitas.
O Tempo passou.
E junto com ele se foi a música, o toca-fitas e você.
Me restou apenas cultivar o sonho de te ter,
Como dantes jamais tive.
Ou talvez (Quem sabe?) traçar um outro caminho,
Onde nem em imaginação você apareça.
Um mundo onde eu possa ficar em paz,
Sem pensar em você.
Devo seguir uma trilha,
Onde no final eu sabia que fiz a escolha certa.
Talvez eu deva seguir apenas em frente,
Sem olhar para trás.
Deixar o passado e caminhar em direção ao futuro,
Tendo o meu presente como certo,
E aprender a caminhar sozinha.
Afinal, todo tempo é Tempo de fazer algo.
Desde que para tal seja dado o primeiro passo.
Aquela música melodramática
A qual eu ficava horas ouvindo
E lembrando os bons momentos
Que a gente (nunca) teve.
Você e as nossas lembranças
Fizeram parte do meu imaginário particular.
Nunca soube, ao certo, qual direção eu deveria seguir,
Quando topei essa "parada".
Na verdade, você sempre foi a minha utopia.
Quando penso em você,
Não consigo por os pés no chão.
E imagino (quase sempre) como seria se eu tivesse tentado.
Ainda restava pilha no radinho,
Mas parou exatamente naquela música.
Tentei dar corda, mas a manivela já não existia:
Era um simples toca-fitas.
O Tempo passou.
E junto com ele se foi a música, o toca-fitas e você.
Me restou apenas cultivar o sonho de te ter,
Como dantes jamais tive.
Ou talvez (Quem sabe?) traçar um outro caminho,
Onde nem em imaginação você apareça.
Um mundo onde eu possa ficar em paz,
Sem pensar em você.
Devo seguir uma trilha,
Onde no final eu sabia que fiz a escolha certa.
Talvez eu deva seguir apenas em frente,
Sem olhar para trás.
Deixar o passado e caminhar em direção ao futuro,
Tendo o meu presente como certo,
E aprender a caminhar sozinha.
Afinal, todo tempo é Tempo de fazer algo.
Desde que para tal seja dado o primeiro passo.
sábado, 29 de setembro de 2012
O som da minha alma
Hoje eu não escrevo mais sobre o sorriso cansado
Do poeta que não sabe sorrir.
Muito menos, o choro da criança
Que lhe foi tirado o doce.
Quero buscar naquilo que vivencio
O som da minha própria alma detalhada em estrofes.
Do poeta que não sabe sorrir.
Muito menos, o choro da criança
Que lhe foi tirado o doce.
Quero buscar naquilo que vivencio
O som da minha própria alma detalhada em estrofes.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Do Museu aos Aflitos
Sentada à beira da escada
Escuto, ao seu lado, o som das águas
Gosto do olhar doce e simples
Que se esconde por trás do sorriso tímido que tens
O céu vai, aos poucos, migrando da azul celeste ao cinza
(sem metáforas)
O Sol vai encostando nas águas do mar turvo e calmo
Daqui de longe posso ouvir-lo chiar
Vai se pôr e você ainda não fez o seu pedido
Um pássaro canta um som esquisito
Uma serenata que não tem sentido
Olho para o mar, para o céu escurecendo...
Sinto aquele vento frio e você me aquece
Sua boca quente encosta na minha
Sol, Céu, mar, pássaro, ar...
Nos seus lábios não vejo mais nada!
Esqueço tudo!
Escuto, ao seu lado, o som das águas
Gosto do olhar doce e simples
Que se esconde por trás do sorriso tímido que tens
O céu vai, aos poucos, migrando da azul celeste ao cinza
(sem metáforas)
O Sol vai encostando nas águas do mar turvo e calmo
Daqui de longe posso ouvir-lo chiar
Vai se pôr e você ainda não fez o seu pedido
Um pássaro canta um som esquisito
Uma serenata que não tem sentido
Olho para o mar, para o céu escurecendo...
Sinto aquele vento frio e você me aquece
Sua boca quente encosta na minha
Sol, Céu, mar, pássaro, ar...
Nos seus lábios não vejo mais nada!
Esqueço tudo!
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
"Só os Loucos tem o dom de voar"
É tão bom olhar aquela grama verde
E ainda escutar o solo de guitarra daquela banda de rock inglês.
Escutar sua voz, em meus ouvidos, ainda hoje, lendo "Augusto",
"Sonho de uma Flauta" e outros do H. Hess.
Lembrar dos poemas drummonianos
Os quais eu recitava em pleno por do sol na Barra.
Sentir, ainda que em lembranças, suas mãos quentes me aquecendo
Junto com o calor do cappuccino quente e bom do "Geológico".
Lembranças de um tempo bom, intenso e que teve a sua medida
Lembranças de um "Louco" que me fez sentir mais eu.
Abriu as portas, que em minha mente, estavam fechadas.
"Louco" que se manifestou em meu eixo me tirando de órbita
E provando para mim que, só sendo assim, eu poderia enfim voar.
E ainda escutar o solo de guitarra daquela banda de rock inglês.
Escutar sua voz, em meus ouvidos, ainda hoje, lendo "Augusto",
"Sonho de uma Flauta" e outros do H. Hess.
Lembrar dos poemas drummonianos
Os quais eu recitava em pleno por do sol na Barra.
Sentir, ainda que em lembranças, suas mãos quentes me aquecendo
Junto com o calor do cappuccino quente e bom do "Geológico".
Lembranças de um tempo bom, intenso e que teve a sua medida
Lembranças de um "Louco" que me fez sentir mais eu.
Abriu as portas, que em minha mente, estavam fechadas.
"Louco" que se manifestou em meu eixo me tirando de órbita
E provando para mim que, só sendo assim, eu poderia enfim voar.
domingo, 22 de julho de 2012
Um Conto de Fadas
Posso tentar e ver um novo dia nascendo
Acordar e sentir que tudo que quero está a menos de um palmo de mim
Imaginar quão grande é o que me faz sorrir por bobagens
a cada luz diferente do Teatro mais próximo
Não quero acreditar que meus sonhos não serão verdades
Quero acreditar que a "Fada Azul" transformará isso tudo na mais pura realidade
Posso lutar e impedir que o brilho que hoje vejo nos olhos, seja uma lágrima caindo
Prefiro imaginar que estou longe de sentir essa gota molhando o rosto.
Quando tudo parecer está dando errado, por favor, me acorde!
Nenhum sofrimento deve ser constante.
Nenhuma alma vive de dor.
Nenhuma dor vive em uma só alma.
Acordar e sentir que tudo que quero está a menos de um palmo de mim
Imaginar quão grande é o que me faz sorrir por bobagens
a cada luz diferente do Teatro mais próximo
Não quero acreditar que meus sonhos não serão verdades
Quero acreditar que a "Fada Azul" transformará isso tudo na mais pura realidade
Posso lutar e impedir que o brilho que hoje vejo nos olhos, seja uma lágrima caindo
Prefiro imaginar que estou longe de sentir essa gota molhando o rosto.
Quando tudo parecer está dando errado, por favor, me acorde!
Nenhum sofrimento deve ser constante.
Nenhuma alma vive de dor.
Nenhuma dor vive em uma só alma.
terça-feira, 12 de junho de 2012
De Carne e Osso
Talvez não fosse o fogo
Que não se propagou a cada sopro
[sem ar]
Essa chama que não se dissipa,
Só cresce dentro mim.
Quem seria capaz de atirar-me uma pedra,
Se em tantas já tropeçou?
Talvez não fosse "certo".
Mas quem seria capaz de condenar o humano,
Se não o divino?
Sou carne e osso!
Que não se propagou a cada sopro
[sem ar]
Essa chama que não se dissipa,
Só cresce dentro mim.
Quem seria capaz de atirar-me uma pedra,
Se em tantas já tropeçou?
Talvez não fosse "certo".
Mas quem seria capaz de condenar o humano,
Se não o divino?
Sou carne e osso!
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Quando fui Gaivota
Me vejo em teus olhos
[Te beijo]
Seus lábios parecem labirintos de tão secretos
Seu mundo não é meu mundo
E mesmo assim me sinto presa a ti.
Sou o espelho do que penso e falo.
Sou a alma que esta viva e com fome.
Com fome de descobrir o amor que tu falas sentir por mim.
Me vejo nos teus abraços quentes
Sinto-me tão segura neles!
Mesmo assim, preciso lembrar de quando eu era gaivota;
O amor não pode podar as asas
Ele tem que ser mais um estopim para o voo
sexta-feira, 1 de junho de 2012
O véio moço dormindo
Eu vi um certo alguém dormindo
Eu vi um "véio" em movimento
Não era um anjo, nem um avião,
muito menos o super-man cochilando no alto
Era o "papito" dormindo no "Bus" em pleno Corredor
E que Vitória!
Eu vi um "véio" em movimento
Não era um anjo, nem um avião,
muito menos o super-man cochilando no alto
Era o "papito" dormindo no "Bus" em pleno Corredor
E que Vitória!
sábado, 19 de maio de 2012
Guernica
Sentada perto da janela,
Tomo meu cappuccino morno.
Lembro de todas as confissões que já fiz ao Vento.
Imagino como seria bom se ele as tivesse escutado
Ao invés disso, estava dando trela pro Vácuo.
Queria saber se o Tempo pode me ouvir...
"Escutei tiros!
Você os escutou?!
Escutei vozes de horror!
O temor a Franco, temor ao ditador!
Às vezes certas imagens me vêm à cabeça.
Lembro daquela cubista, aquela tela que Franco pintou com as mãos de Picasso.
Ou será que Picasso pintou com as mãos do Franco?!
Às vezes acho que tudo que vivemos é igual.
Só muda o papel o qual nos encontramos no dado instante".
Uma vez esperei por noites a fio.
Não tive tempo para esperar pra ouvir
o Tempo me dizer que só com o tempo mesmo
para as coisas se resolverem.
Tomo meu cappuccino morno.
Lembro de todas as confissões que já fiz ao Vento.
Imagino como seria bom se ele as tivesse escutado
Ao invés disso, estava dando trela pro Vácuo.
Queria saber se o Tempo pode me ouvir...
"Escutei tiros!
Você os escutou?!
Escutei vozes de horror!
O temor a Franco, temor ao ditador!
Às vezes certas imagens me vêm à cabeça.
Lembro daquela cubista, aquela tela que Franco pintou com as mãos de Picasso.
Ou será que Picasso pintou com as mãos do Franco?!
Às vezes acho que tudo que vivemos é igual.
Só muda o papel o qual nos encontramos no dado instante".
Uma vez esperei por noites a fio.
Não tive tempo para esperar pra ouvir
o Tempo me dizer que só com o tempo mesmo
para as coisas se resolverem.
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