É tão bom olhar aquela grama verde
E ainda escutar o solo de guitarra daquela banda de rock inglês.
Escutar sua voz, em meus ouvidos, ainda hoje, lendo "Augusto",
"Sonho de uma Flauta" e outros do H. Hess.
Lembrar dos poemas drummonianos
Os quais eu recitava em pleno por do sol na Barra.
Sentir, ainda que em lembranças, suas mãos quentes me aquecendo
Junto com o calor do cappuccino quente e bom do "Geológico".
Lembranças de um tempo bom, intenso e que teve a sua medida
Lembranças de um "Louco" que me fez sentir mais eu.
Abriu as portas, que em minha mente, estavam fechadas.
"Louco" que se manifestou em meu eixo me tirando de órbita
E provando para mim que, só sendo assim, eu poderia enfim voar.
O blog é composto por poemas de minha autoria, exceto o "In Par" pertencente a Raísa Andrade, a minha "menina bonita do pé amarelo", do blog "Deusa Menina"(http://deusamenina.blogspot.com). Aqui é tematizada a vida em versos, abrangendo o indivíduo como um todo; seus problemas pessoais, questionamentos da "existência" e da própria poesia.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
Um Conto de Fadas
Posso tentar e ver um novo dia nascendo
Acordar e sentir que tudo que quero está a menos de um palmo de mim
Imaginar quão grande é o que me faz sorrir por bobagens
a cada luz diferente do Teatro mais próximo
Não quero acreditar que meus sonhos não serão verdades
Quero acreditar que a "Fada Azul" transformará isso tudo na mais pura realidade
Posso lutar e impedir que o brilho que hoje vejo nos olhos, seja uma lágrima caindo
Prefiro imaginar que estou longe de sentir essa gota molhando o rosto.
Quando tudo parecer está dando errado, por favor, me acorde!
Nenhum sofrimento deve ser constante.
Nenhuma alma vive de dor.
Nenhuma dor vive em uma só alma.
Acordar e sentir que tudo que quero está a menos de um palmo de mim
Imaginar quão grande é o que me faz sorrir por bobagens
a cada luz diferente do Teatro mais próximo
Não quero acreditar que meus sonhos não serão verdades
Quero acreditar que a "Fada Azul" transformará isso tudo na mais pura realidade
Posso lutar e impedir que o brilho que hoje vejo nos olhos, seja uma lágrima caindo
Prefiro imaginar que estou longe de sentir essa gota molhando o rosto.
Quando tudo parecer está dando errado, por favor, me acorde!
Nenhum sofrimento deve ser constante.
Nenhuma alma vive de dor.
Nenhuma dor vive em uma só alma.
terça-feira, 12 de junho de 2012
De Carne e Osso
Talvez não fosse o fogo
Que não se propagou a cada sopro
[sem ar]
Essa chama que não se dissipa,
Só cresce dentro mim.
Quem seria capaz de atirar-me uma pedra,
Se em tantas já tropeçou?
Talvez não fosse "certo".
Mas quem seria capaz de condenar o humano,
Se não o divino?
Sou carne e osso!
Que não se propagou a cada sopro
[sem ar]
Essa chama que não se dissipa,
Só cresce dentro mim.
Quem seria capaz de atirar-me uma pedra,
Se em tantas já tropeçou?
Talvez não fosse "certo".
Mas quem seria capaz de condenar o humano,
Se não o divino?
Sou carne e osso!
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Quando fui Gaivota
Me vejo em teus olhos
[Te beijo]
Seus lábios parecem labirintos de tão secretos
Seu mundo não é meu mundo
E mesmo assim me sinto presa a ti.
Sou o espelho do que penso e falo.
Sou a alma que esta viva e com fome.
Com fome de descobrir o amor que tu falas sentir por mim.
Me vejo nos teus abraços quentes
Sinto-me tão segura neles!
Mesmo assim, preciso lembrar de quando eu era gaivota;
O amor não pode podar as asas
Ele tem que ser mais um estopim para o voo
sexta-feira, 1 de junho de 2012
O véio moço dormindo
Eu vi um certo alguém dormindo
Eu vi um "véio" em movimento
Não era um anjo, nem um avião,
muito menos o super-man cochilando no alto
Era o "papito" dormindo no "Bus" em pleno Corredor
E que Vitória!
Eu vi um "véio" em movimento
Não era um anjo, nem um avião,
muito menos o super-man cochilando no alto
Era o "papito" dormindo no "Bus" em pleno Corredor
E que Vitória!
sábado, 19 de maio de 2012
Guernica
Sentada perto da janela,
Tomo meu cappuccino morno.
Lembro de todas as confissões que já fiz ao Vento.
Imagino como seria bom se ele as tivesse escutado
Ao invés disso, estava dando trela pro Vácuo.
Queria saber se o Tempo pode me ouvir...
"Escutei tiros!
Você os escutou?!
Escutei vozes de horror!
O temor a Franco, temor ao ditador!
Às vezes certas imagens me vêm à cabeça.
Lembro daquela cubista, aquela tela que Franco pintou com as mãos de Picasso.
Ou será que Picasso pintou com as mãos do Franco?!
Às vezes acho que tudo que vivemos é igual.
Só muda o papel o qual nos encontramos no dado instante".
Uma vez esperei por noites a fio.
Não tive tempo para esperar pra ouvir
o Tempo me dizer que só com o tempo mesmo
para as coisas se resolverem.
Tomo meu cappuccino morno.
Lembro de todas as confissões que já fiz ao Vento.
Imagino como seria bom se ele as tivesse escutado
Ao invés disso, estava dando trela pro Vácuo.
Queria saber se o Tempo pode me ouvir...
"Escutei tiros!
Você os escutou?!
Escutei vozes de horror!
O temor a Franco, temor ao ditador!
Às vezes certas imagens me vêm à cabeça.
Lembro daquela cubista, aquela tela que Franco pintou com as mãos de Picasso.
Ou será que Picasso pintou com as mãos do Franco?!
Às vezes acho que tudo que vivemos é igual.
Só muda o papel o qual nos encontramos no dado instante".
Uma vez esperei por noites a fio.
Não tive tempo para esperar pra ouvir
o Tempo me dizer que só com o tempo mesmo
para as coisas se resolverem.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Protesto!
Vejo milhões de carros passando.
Sento em minha cadeira de balanço.
Acendo meu cigarro.
Não entendo a sensação, algo me atormenta.
O cigarro agora só tem filtro.
Jogo no chão. Amaço!
Vejo-o espatifando aos meus olhos, e não tenho pena.
Os carros param.
Na rua, uma multidão vai aos poucos atrapalhando tudo.
A multidão grita! Os carros buzinam.
"Solução"
(Soluço)
Vou até a cozinha.
Bebo água.
Lavo o copo.
Ponho no escorredor.
Os carros ainda buzinam.
A multidão continua gritando, ninguém escuta!
Leio mais um cartaz.
Eles querem mudar o mundo.
Acho que é apenas mais uma massa que não conhece o poder que tem.
Gritam! Protestam! Mas não sabem lutar!
Começaram a colocar máscaras...
As buzinas cessam.
Os motoristas saem dos carros.
A multidão cresce.
E vai usando o poder que tem.
Levantei da cadeira.
Peguei minha máscara e me juntei.
Percebo que eles querem tudo que um dia disseram que a gente tinha.
Não nos deram, e nos conformamos.
Eles representam uma sociedade de ideias e ideais de um povo quase morto.
Agora eles atrapalham não só o transito,
Mas o pensar fechado de quem não consegue mais pensar
Sento em minha cadeira de balanço.
Acendo meu cigarro.
Não entendo a sensação, algo me atormenta.
O cigarro agora só tem filtro.
Jogo no chão. Amaço!
Vejo-o espatifando aos meus olhos, e não tenho pena.
Os carros param.
Na rua, uma multidão vai aos poucos atrapalhando tudo.
A multidão grita! Os carros buzinam.
"Solução"
(Soluço)
Vou até a cozinha.
Bebo água.
Lavo o copo.
Ponho no escorredor.
Os carros ainda buzinam.
A multidão continua gritando, ninguém escuta!
Leio mais um cartaz.
Eles querem mudar o mundo.
Acho que é apenas mais uma massa que não conhece o poder que tem.
Gritam! Protestam! Mas não sabem lutar!
Começaram a colocar máscaras...
As buzinas cessam.
Os motoristas saem dos carros.
A multidão cresce.
E vai usando o poder que tem.
Levantei da cadeira.
Peguei minha máscara e me juntei.
Percebo que eles querem tudo que um dia disseram que a gente tinha.
Não nos deram, e nos conformamos.
Eles representam uma sociedade de ideias e ideais de um povo quase morto.
Agora eles atrapalham não só o transito,
Mas o pensar fechado de quem não consegue mais pensar
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Na Pele e na Alma
se eu soubesse que desta vez seria igual as outras
eu não teria colocado o meu melhor vestido
não teria me maquiado de forma singela
para parecer cada vez mais sua
se eu soubesse que era tão "errado" querer você para mim
eu enfrentaria, mais uma vez, o mundo
para poder olhar em seu olhos
ter o seu abraço,
sentir o teu cheiro
como sempre fiz.
se eu soubesse que ser tua ia ser tão bom
eu teria tentado todas as vezes
mesmo sabendo que no final de tudo
a minha vida e a tua não vão estar juntas
nem pela pele, nem pela alma.
eu não teria colocado o meu melhor vestido
não teria me maquiado de forma singela
para parecer cada vez mais sua
se eu soubesse que era tão "errado" querer você para mim
eu enfrentaria, mais uma vez, o mundo
para poder olhar em seu olhos
ter o seu abraço,
sentir o teu cheiro
como sempre fiz.
se eu soubesse que ser tua ia ser tão bom
eu teria tentado todas as vezes
mesmo sabendo que no final de tudo
a minha vida e a tua não vão estar juntas
nem pela pele, nem pela alma.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
O tropeço impulsiona...
Chora! pois talvez a lágrima seja a única escolha pra lavar a alma doentia.
E sofre, uma vez que só o sofrer pode te mostrar o caminho certo.
O ato de andar pode até ser ocasionado a partir do impulso,
Mas a quantidade desse movimento e o seu sentido é dado por um ato bem pensado.
E eu me pergunto o que eu devo fazer pra não repetir todos os erros,
Porque só no final percebo que fiz o tudo virar um nada;
Mas a resposta não vem...
Talvez só dê pra perceber o que é erro, quando faz magoar o outro.
E sofre, uma vez que só o sofrer pode te mostrar o caminho certo.
O ato de andar pode até ser ocasionado a partir do impulso,
Mas a quantidade desse movimento e o seu sentido é dado por um ato bem pensado.
E eu me pergunto o que eu devo fazer pra não repetir todos os erros,
Porque só no final percebo que fiz o tudo virar um nada;
Mas a resposta não vem...
Talvez só dê pra perceber o que é erro, quando faz magoar o outro.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Rosa roda
Rosa roda
Roda ao lado da roda do tempo
Tonteia-se sobre um mesmo ponto
Gira em um dado momento
Cai em linha reta
E se curva na torta
Rosa roda
Roda ao lado da roda do tempo
Tonteia-se sobre um mesmo ponto
Gira em um dado momento
Cai em linha reta
E se curva na torta
Rosa roda
domingo, 20 de novembro de 2011
"Catigoria"
Me veio discreto e humilde
Me deu sua mão e me deixou guiar
Precisava dos meus olhos e meus passos
Mal sabia ele
Que os passos que deveriam ser seguidos eram os teus
E não os meus.
Catigoria me fez ver o mundo de outra forma
Em apenas um instante de contato.
E nessa viagem só pude agradecer.
Me deu sua mão e me deixou guiar
Precisava dos meus olhos e meus passos
Mal sabia ele
Que os passos que deveriam ser seguidos eram os teus
E não os meus.
Catigoria me fez ver o mundo de outra forma
Em apenas um instante de contato.
E nessa viagem só pude agradecer.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Bon appétit
Pego um pedaço de incerteza
Misturo com agonia
Derramo duas doses de impaciência
no meu coração em disritmia
Mexo com cuidado pra não desandar a massa
Acrescento umas pitadas de cegueira a gosto
Depois é só levar ao fogo
Mexer até chegar ao ponto
Mas não se esqueça:
Jamais deverá ser consumido,
e sim degustado
Bon appétit!
Misturo com agonia
Derramo duas doses de impaciência
no meu coração em disritmia
Mexo com cuidado pra não desandar a massa
Acrescento umas pitadas de cegueira a gosto
Depois é só levar ao fogo
Mexer até chegar ao ponto
Mas não se esqueça:
Jamais deverá ser consumido,
e sim degustado
Bon appétit!
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Passos
Caminho descalça
Há cacos de vidro no chão
Desvio sem cuidados
Me firo sem sentir
A ferida escorre e derrama na alma
Não cura, não teme
Eu teimo em caminhar
Teimo em seguir essas linhas tortas
E, só então, percebo
Que mesmo caminhando
Em direção torta ao vento
Caminho na direção certa
A qual, assim, posso guiar a minha vida.
Há cacos de vidro no chão
Desvio sem cuidados
Me firo sem sentir
A ferida escorre e derrama na alma
Não cura, não teme
Eu teimo em caminhar
Teimo em seguir essas linhas tortas
E, só então, percebo
Que mesmo caminhando
Em direção torta ao vento
Caminho na direção certa
A qual, assim, posso guiar a minha vida.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Lembrei de Você
Lembrei de vocês esses dias,
Em pura melancolia enquanto olhava o mar.
Lembrei de você enquanto eu admirava o luar.
No ar, minha voz insistia em gritar
Apenas: "lembrei de você!"
De um alguém que por aqui passou.
Um alguém que nem de despediu.
Mas p'ra quê despedidas se daqui ele nunca partiu?!
Ontem, hoje... Apenas lembrei de você!
Em pura melancolia enquanto olhava o mar.
Lembrei de você enquanto eu admirava o luar.
No ar, minha voz insistia em gritar
Apenas: "lembrei de você!"
De um alguém que por aqui passou.
Um alguém que nem de despediu.
Mas p'ra quê despedidas se daqui ele nunca partiu?!
Ontem, hoje... Apenas lembrei de você!
sábado, 15 de outubro de 2011
Espelho
Tomei banho como se o último
Sai pelas esquinas observando tudo
Caminho em direção ao vento
[Atrapalhando o sopro
Me vejo nesse espelho
[e ele não tem reflexo
Mão e contra-mão
De uma rua sem saída
Portas e cortinas
Que se fecham
E não escuto aplausos
Meu eco é um som sem ruído
Caricatura de uma voz [sem som
Miragem de uma vista quase perfeita
[e crua
Minha imaginação
Agora é a minha própria imagem
Refletida no papel
O espelho volta a ter a essa tinta
[prata] minha
Que reflete o rosto
A alma e o gosto
Do meu próprio eu...
Sai pelas esquinas observando tudo
Caminho em direção ao vento
[Atrapalhando o sopro
Me vejo nesse espelho
[e ele não tem reflexo
Mão e contra-mão
De uma rua sem saída
Portas e cortinas
Que se fecham
E não escuto aplausos
Meu eco é um som sem ruído
Caricatura de uma voz [sem som
Miragem de uma vista quase perfeita
[e crua
Minha imaginação
Agora é a minha própria imagem
Refletida no papel
O espelho volta a ter a essa tinta
[prata] minha
Que reflete o rosto
A alma e o gosto
Do meu próprio eu...
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