sábado, 15 de outubro de 2011

Espelho

Tomei banho como se o último
Sai pelas esquinas observando tudo
Caminho em direção ao vento
[Atrapalhando o sopro

Me vejo nesse espelho
[e ele não tem reflexo
Mão e contra-mão
De uma rua sem saída

Portas e cortinas
Que se fecham
E não escuto aplausos

Meu eco é um som sem ruído
Caricatura de uma voz [sem som
Miragem de uma vista quase perfeita
[e crua

Minha imaginação
Agora é a minha própria imagem
Refletida no papel

O espelho volta a ter a essa tinta
[prata] minha
Que reflete o rosto
A alma e o gosto

Do meu próprio eu...

Um comentário:

  1. Sempre soube que seus poemas tocariam os corações das pessoas dessa forma incrivelmente bela, mas hoje, lendo alguns destes poemas cheios dos mesmos traços dos seus outros poemas que em outros tempos eu lia com o coração na mão, me encanto ainda mais. Sua escrita é simplesmente bela e ainda agora leio cada linha como se na verdade estivesse de olhos fechados ouvindo você lê-los para mim.
    Sinto agora, mesmo sem ter direito, uma imensa saudade...

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