Chora! pois talvez a lágrima seja a única escolha pra lavar a alma doentia.
E sofre, uma vez que só o sofrer pode te mostrar o caminho certo.
O ato de andar pode até ser ocasionado a partir do impulso,
Mas a quantidade desse movimento e o seu sentido é dado por um ato bem pensado.
E eu me pergunto o que eu devo fazer pra não repetir todos os erros,
Porque só no final percebo que fiz o tudo virar um nada;
Mas a resposta não vem...
Talvez só dê pra perceber o que é erro, quando faz magoar o outro.
O blog é composto por poemas de minha autoria, exceto o "In Par" pertencente a Raísa Andrade, a minha "menina bonita do pé amarelo", do blog "Deusa Menina"(http://deusamenina.blogspot.com). Aqui é tematizada a vida em versos, abrangendo o indivíduo como um todo; seus problemas pessoais, questionamentos da "existência" e da própria poesia.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Rosa roda
Rosa roda
Roda ao lado da roda do tempo
Tonteia-se sobre um mesmo ponto
Gira em um dado momento
Cai em linha reta
E se curva na torta
Rosa roda
Roda ao lado da roda do tempo
Tonteia-se sobre um mesmo ponto
Gira em um dado momento
Cai em linha reta
E se curva na torta
Rosa roda
domingo, 20 de novembro de 2011
"Catigoria"
Me veio discreto e humilde
Me deu sua mão e me deixou guiar
Precisava dos meus olhos e meus passos
Mal sabia ele
Que os passos que deveriam ser seguidos eram os teus
E não os meus.
Catigoria me fez ver o mundo de outra forma
Em apenas um instante de contato.
E nessa viagem só pude agradecer.
Me deu sua mão e me deixou guiar
Precisava dos meus olhos e meus passos
Mal sabia ele
Que os passos que deveriam ser seguidos eram os teus
E não os meus.
Catigoria me fez ver o mundo de outra forma
Em apenas um instante de contato.
E nessa viagem só pude agradecer.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Bon appétit
Pego um pedaço de incerteza
Misturo com agonia
Derramo duas doses de impaciência
no meu coração em disritmia
Mexo com cuidado pra não desandar a massa
Acrescento umas pitadas de cegueira a gosto
Depois é só levar ao fogo
Mexer até chegar ao ponto
Mas não se esqueça:
Jamais deverá ser consumido,
e sim degustado
Bon appétit!
Misturo com agonia
Derramo duas doses de impaciência
no meu coração em disritmia
Mexo com cuidado pra não desandar a massa
Acrescento umas pitadas de cegueira a gosto
Depois é só levar ao fogo
Mexer até chegar ao ponto
Mas não se esqueça:
Jamais deverá ser consumido,
e sim degustado
Bon appétit!
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Passos
Caminho descalça
Há cacos de vidro no chão
Desvio sem cuidados
Me firo sem sentir
A ferida escorre e derrama na alma
Não cura, não teme
Eu teimo em caminhar
Teimo em seguir essas linhas tortas
E, só então, percebo
Que mesmo caminhando
Em direção torta ao vento
Caminho na direção certa
A qual, assim, posso guiar a minha vida.
Há cacos de vidro no chão
Desvio sem cuidados
Me firo sem sentir
A ferida escorre e derrama na alma
Não cura, não teme
Eu teimo em caminhar
Teimo em seguir essas linhas tortas
E, só então, percebo
Que mesmo caminhando
Em direção torta ao vento
Caminho na direção certa
A qual, assim, posso guiar a minha vida.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Lembrei de Você
Lembrei de vocês esses dias,
Em pura melancolia enquanto olhava o mar.
Lembrei de você enquanto eu admirava o luar.
No ar, minha voz insistia em gritar
Apenas: "lembrei de você!"
De um alguém que por aqui passou.
Um alguém que nem de despediu.
Mas p'ra quê despedidas se daqui ele nunca partiu?!
Ontem, hoje... Apenas lembrei de você!
Em pura melancolia enquanto olhava o mar.
Lembrei de você enquanto eu admirava o luar.
No ar, minha voz insistia em gritar
Apenas: "lembrei de você!"
De um alguém que por aqui passou.
Um alguém que nem de despediu.
Mas p'ra quê despedidas se daqui ele nunca partiu?!
Ontem, hoje... Apenas lembrei de você!
sábado, 15 de outubro de 2011
Espelho
Tomei banho como se o último
Sai pelas esquinas observando tudo
Caminho em direção ao vento
[Atrapalhando o sopro
Me vejo nesse espelho
[e ele não tem reflexo
Mão e contra-mão
De uma rua sem saída
Portas e cortinas
Que se fecham
E não escuto aplausos
Meu eco é um som sem ruído
Caricatura de uma voz [sem som
Miragem de uma vista quase perfeita
[e crua
Minha imaginação
Agora é a minha própria imagem
Refletida no papel
O espelho volta a ter a essa tinta
[prata] minha
Que reflete o rosto
A alma e o gosto
Do meu próprio eu...
Sai pelas esquinas observando tudo
Caminho em direção ao vento
[Atrapalhando o sopro
Me vejo nesse espelho
[e ele não tem reflexo
Mão e contra-mão
De uma rua sem saída
Portas e cortinas
Que se fecham
E não escuto aplausos
Meu eco é um som sem ruído
Caricatura de uma voz [sem som
Miragem de uma vista quase perfeita
[e crua
Minha imaginação
Agora é a minha própria imagem
Refletida no papel
O espelho volta a ter a essa tinta
[prata] minha
Que reflete o rosto
A alma e o gosto
Do meu próprio eu...
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Saída de emergência
Escrevo sem paciência
Preciso achar a Saída de Emergência
Tem um céu azul lá fora
Meu traseiro preso na cadeira
Minhas mãos nesse teclado
Nem quero saber o que se passa lá fora
Se o mundo já cortou seus pulsos
Preciso achar uma Saída de Emergência!
Esse céu já nem parece tão azul
Mesmo assim me atrevo a olhar pro alto
Vejo tudo tão branco
Como se eu não tivesse nada pra pensar
Cada movimento me conduz a uma falta de êxtase
E é por isso que preciso achar
Essa Saída de emergência
Minhas mãos agora doem
Meus olhos ardem
E o céu escureceu
Do mundo nem sei mais...
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Não correspondido
mas o poema se cala
a alma desfalece em um corpo
[coberto de chama
o coração palpita
olhos não podem mais ver
é mais um querer
não mais O querer
nada mais que uma só voz
essa voz que dizia "sim"
agora, a mente
mente pro mundo
Verdades de um amor
a alma desfalece em um corpo
[coberto de chama
o coração palpita
olhos não podem mais ver
é mais um querer
não mais O querer
nada mais que uma só voz
essa voz que dizia "sim"
agora, a mente
mente pro mundo
Verdades de um amor
domingo, 4 de setembro de 2011
Uma nova Flor no meu jardim
Que Flor nova é essa que desabrocha nesse quintal?
São pétalas doces, macias, sensíveis ao toque
Que Flor é essa que desabrocha sem ao menos notar
Que o espaço que ela tem no mundo é maior do que os outros podem achar?
Essa Flor me tira o fôlego!
Flor travessa
Essa Maria sem vergonha!
Que Flor é essa que desabrocha nesse meu quintal?
Que desarma a minha alma,
Que me deixa sensível a qualquer toque seu?
Que Flor é essa que desabrocha e me faz notar
Que o mundo de nós, é o mundo de todos nós
Não precisa ter medo, Flor!
Venho aqui nesse jardim regar-te
Regar a chama!
Chama de mais amor...
São pétalas doces, macias, sensíveis ao toque
Que Flor é essa que desabrocha sem ao menos notar
Que o espaço que ela tem no mundo é maior do que os outros podem achar?
Essa Flor me tira o fôlego!
Flor travessa
Essa Maria sem vergonha!
Que Flor é essa que desabrocha nesse meu quintal?
Que desarma a minha alma,
Que me deixa sensível a qualquer toque seu?
Que Flor é essa que desabrocha e me faz notar
Que o mundo de nós, é o mundo de todos nós
Não precisa ter medo, Flor!
Venho aqui nesse jardim regar-te
Regar a chama!
Chama de mais amor...
terça-feira, 16 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Acontece em mim
Sinto inveja do teu sono
Da tua arte de sorrir
Esse sorriso doido que atormenta a alma
Sinto...
Sinto um novo dia nascendo
[em mim
Da tua arte de sorrir
Esse sorriso doido que atormenta a alma
Sinto...
Sinto um novo dia nascendo
[em mim
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Eixo
Que batem asas com o sopro de um vento
Que canta mudo como o som de um galo velho
Que envelhece com a hipocrisia do mundo
Que muda como as asas que nascem
Somos fruto do descompasso
Do acaso, do desvio
Do certo e do errado
Do belo e do abstrato
Daquilo que se fez poesia
Somos feitos de mentes pensantes
Confusões e alusões
[Nietzscherianas
Que vive da razão e esquece da teologia...
Que canta mudo como o som de um galo velho
Que envelhece com a hipocrisia do mundo
Que muda como as asas que nascem
Somos fruto do descompasso
Do acaso, do desvio
Do certo e do errado
Do belo e do abstrato
Daquilo que se fez poesia
Somos feitos de mentes pensantes
Confusões e alusões
[Nietzscherianas
Que vive da razão e esquece da teologia...
terça-feira, 12 de julho de 2011
Se perguntarem por mim
Se alguém perguntar por mim
Diz que fui ali
Cuidar de um coração
[bandido
Que quase roubou a alma [imortal
Se alguém nem sequer notar
Que nem aqui passei
Não digas nada
Às vezes a falta de lembranças
Nos remete à recordação do nada
À profecia de que fogo que se perdeu
[em chama
Da chama se esvai...
Se alguém, ainda assim, perguntar por mim
Eu, na verdade, nem estive aqui...
Diz que fui ali
Cuidar de um coração
[bandido
Que quase roubou a alma [imortal
Se alguém nem sequer notar
Que nem aqui passei
Não digas nada
Às vezes a falta de lembranças
Nos remete à recordação do nada
À profecia de que fogo que se perdeu
[em chama
Da chama se esvai...
Se alguém, ainda assim, perguntar por mim
Eu, na verdade, nem estive aqui...
Toda tristeza se esvai
Toda tristeza se esvai
O canto da moça que ilumina o dia
Toda tristeza vai
Anda sozinha perto de uma esquina [sóbria!
Nem toda tristeza é poesia
Tristeza que não tem cor, que não tem valor
Tristeza que vive obscura em seu canto
Tristeza de nada
Que de nada vale
Caminha...
E caminhando vai encontrar um tudo bem alí na frente
Não se tem mais tristeza
Canta...
E cantando segue em frente
Traçando um caminho com linhas
Mesmo que imaginárias, são tortas
Imperfeições, aprendizados...
Tudo que tinha que ser feito
Certas tristezas nos fazem amadurecer
Para olhar e encarar o inimigo
Que nem sempre é invencível
Assim, toda tristeza se esvai...
O canto da moça que ilumina o dia
Toda tristeza vai
Anda sozinha perto de uma esquina [sóbria!
Nem toda tristeza é poesia
Tristeza que não tem cor, que não tem valor
Tristeza que vive obscura em seu canto
Tristeza de nada
Que de nada vale
Caminha...
E caminhando vai encontrar um tudo bem alí na frente
Não se tem mais tristeza
Canta...
E cantando segue em frente
Traçando um caminho com linhas
Mesmo que imaginárias, são tortas
Imperfeições, aprendizados...
Tudo que tinha que ser feito
Certas tristezas nos fazem amadurecer
Para olhar e encarar o inimigo
Que nem sempre é invencível
Assim, toda tristeza se esvai...
Assinar:
Postagens (Atom)