terça-feira, 19 de outubro de 2010

Menina Bonita do Pé Amarelo

Menina bonita do pé amarelo
Te vejo daqui de longe dormindo
Tenho que ir e te deixar descansar
Que sono é esse que até te faz rir?

Seu sono é profundo
Menina bonita do pé amarelo
Que cara de anjo
Que vontade de te despertar!

Vejo-te cada vez mais longe...
Menina bonita do pé amarelo
De longe seus pés ficam sem cor

De perto não sei mais se essa canção é pra esquecer uma dor
Então lá se vai a cor, a alma, a dor...
e a menina do pé amarelo vira deusa menina
e não liga pro que há de acontecer em papos de bar de esquina

terça-feira, 23 de março de 2010

Vida

Vivo em um mundo dual e em constantes mudanças
Onde o dantes, o outrora e o pretérito já não são mais a mesma coisa.
Meu presente se prende ao passado
E o futuro é algo que desejo ver,
Mas que se esvai antes do piscar dos olhos.
A vida, o ritmo, as sensações, tudo é confuso quando não sabemos lidar com eles.
Meu quebra-cabeça de bichinhos é bicho formado em livro de Biologia
E o meu pique é o corre-corre com o tempo...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aquela noite

Noite escura com céu nublado e estrelas flutuantes
Amor que queima,arde e me envolve em teu corpo
Luz que converge para si todo o espectro cambiante
Sol que ilumina e me faz sentir o novo dia nascendo
Felicidade que reluz e reacende do meu peito todo o amor
Que dantes, quando o nada fora posto,
Divergiu o meu futuro da incerteza

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Uma outra flor

A flor que se desprendeu
Àquele jardim não mais voltará
O polém que outrora
Voava por aí
No asfalto, fecundou uma flor.
Assim fazia surgir uma toda verde

Amar

Amar é um risco
Riscos formam planos
Planos são metas
Setas que vejo
[não apontam para o lado certo

Incerto é o futuro
Furo que se formou
[com o branco do pensamento

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Palavra solta

Cheia de múltiplos acordes e quase sem claves,
A vida é um concerto inacabado.
As rimas não são mais como um imã.
Cada verso vai se desgrudando do outro,
Até que a estrofe vai perdendo o seu sentido.
Minha vida é dadaísta!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Sou a minha própria arte

Sou o mais dual dos barrocos
O mais exageirado dos romancistas
Sou arcade quando sou o seu pastor
Cubista quando te imagino em todas as formas
O Rococó nessa minha arte

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

À Gael

Nada posso
Quando no momento
Nada tenho
Se tudo basta
À dor que me corrói
Sento eu aqui nesse relento

Se não te tenho
Nada tenho
Se tu estas aqui
A solidão e o medo de atraem

Nada posso
Quando no momento
Nada tenho
Se tudo passa,
Por quê ainda dói?
(ainda te tenho)

Por quê sofrer?
Pra quê chorar?
Se tudo passa,
Por quê ainda não partiu?
Partira!
Sinto ele em pequenos pedaços vermelhos
Mas ainda arde em chama

Nada posso
Quando no momento
Nada tenho
Não te quero.
Quero amar!
Quero viver!
E não sofrer por você.

Medo de mim

Tenho medo de dormir
Medo de acordar
E me olhar no espelho
Medo de saber quem sou

Por isso, demoro pra dormir
Meu coração acelera
Fico nervosa
Parece que vou encontrar alguém

E vou!
Todas as noites são iguais
No amanhecer do dia
Me deparo comigo alí

Estranho
É não saber quem está alí
O que fará
E como vai agir

Estranho
É ser assim: tão passional, tão oscilante
Estranho
É ter medo de ser eu mesma

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Me despeço do passado

Cansei de ver o mundo
Naquela cor eu não podia ver
O mundo agora é real
A vida e os sonhos
Já não ocupam o mesmo espaço
Tenho medo de confundir histórias,
De achar que tudo é igual

Tenho medo!
Medo de não fazer parte do seu mundo
Ou de você estranhar o meu.

Agora me despeço do passado
Caminho em direção a mim mesma
Tento ser, se não sou, serei
Só espero que você seja
O meu sonho bom

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A Flor

Seus olhos eram rasgados
Pequenos eram os teus
Singela e delicadada era aquela flor
Entre outras mil a descobri
E, assim como se foi a Primavera,
Ela partiu...

domingo, 16 de novembro de 2008

Talvez

Vejo todo mundo fazendo o que eu [sempre
Quis fazer
Ou quisera eu ter feito
[nada ou aquilo a alguém

Não ter feito...
Não ter escrito um passado
Ou quem sabe reescrito um futuro

Que quisera eu ter
Que quisera eu esconder
[ de mim?

Talvez...

sábado, 1 de novembro de 2008

Por quê??

Por quê você me olha com essa cara
cara muda muda [murcha
cara de quem comeu e não gostou?

Por quê não demonstra o que sente
[ou sentiu

Por quê a vida, o futuro, tudo é incerto?
Por quê eu te amo?
[Você sabe o que é o amor?

Por quê fica daí com essa cara boba
cara de cara apaixonado
[e está?]

Por quê você é tão assim... eu!
[ confuso ]

A verdadeira face do amor

Sabe, o amor às vezes dói
[ não fora feito p'ra doer
O coração acelera por um alguém
Que há pouco era quase um estranho
[e não é correspondido

Pisam...

Usam...

Brincam...

Porque não é seu
[o sentimento

CHORA! GRITA! CORRE! FOGE!

[ Ou tenta!
Porque acabara de ficar insensível [ descrente

Sabe, o amor às vezes dói...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Minha Criação


Se foi eu quem me criou
Não é você quem vai dizer
Pra onde vou ou devo ir
Porque os meus passos sou eu
Se você diz mandar em mim
Esqueça tudo o que passou
Os meus planos já não são os teus
E as lágrimas agora molham os olhos teus.