Caminho descalça
Há cacos de vidro no chão
Desvio sem cuidados
Me firo sem sentir
A ferida escorre e derrama na alma
Não cura, não teme
Eu teimo em caminhar
Teimo em seguir essas linhas tortas
E, só então, percebo
Que mesmo caminhando
Em direção torta ao vento
Caminho na direção certa
A qual, assim, posso guiar a minha vida.
O blog é composto por poemas de minha autoria, exceto o "In Par" pertencente a Raísa Andrade, a minha "menina bonita do pé amarelo", do blog "Deusa Menina"(http://deusamenina.blogspot.com). Aqui é tematizada a vida em versos, abrangendo o indivíduo como um todo; seus problemas pessoais, questionamentos da "existência" e da própria poesia.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Lembrei de Você
Lembrei de vocês esses dias,
Em pura melancolia enquanto olhava o mar.
Lembrei de você enquanto eu admirava o luar.
No ar, minha voz insistia em gritar
Apenas: "lembrei de você!"
De um alguém que por aqui passou.
Um alguém que nem de despediu.
Mas p'ra quê despedidas se daqui ele nunca partiu?!
Ontem, hoje... Apenas lembrei de você!
Em pura melancolia enquanto olhava o mar.
Lembrei de você enquanto eu admirava o luar.
No ar, minha voz insistia em gritar
Apenas: "lembrei de você!"
De um alguém que por aqui passou.
Um alguém que nem de despediu.
Mas p'ra quê despedidas se daqui ele nunca partiu?!
Ontem, hoje... Apenas lembrei de você!
sábado, 15 de outubro de 2011
Espelho
Tomei banho como se o último
Sai pelas esquinas observando tudo
Caminho em direção ao vento
[Atrapalhando o sopro
Me vejo nesse espelho
[e ele não tem reflexo
Mão e contra-mão
De uma rua sem saída
Portas e cortinas
Que se fecham
E não escuto aplausos
Meu eco é um som sem ruído
Caricatura de uma voz [sem som
Miragem de uma vista quase perfeita
[e crua
Minha imaginação
Agora é a minha própria imagem
Refletida no papel
O espelho volta a ter a essa tinta
[prata] minha
Que reflete o rosto
A alma e o gosto
Do meu próprio eu...
Sai pelas esquinas observando tudo
Caminho em direção ao vento
[Atrapalhando o sopro
Me vejo nesse espelho
[e ele não tem reflexo
Mão e contra-mão
De uma rua sem saída
Portas e cortinas
Que se fecham
E não escuto aplausos
Meu eco é um som sem ruído
Caricatura de uma voz [sem som
Miragem de uma vista quase perfeita
[e crua
Minha imaginação
Agora é a minha própria imagem
Refletida no papel
O espelho volta a ter a essa tinta
[prata] minha
Que reflete o rosto
A alma e o gosto
Do meu próprio eu...
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